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A corboxiterapia

Aqui vai encontrar tudo o que necessita de saber sobre a corboxiterapia


Complicações e fenómenos colaterais? A utilização do anidrido carbónico (CO2) no tratamento da celulite começou depois de se descobrir que a sua presença no tecido celulítico aumenta a oxigenação deste.

Este efeito, aparentemente paradoxal, ocorre graças a dois processos:

  • maior afluxo local de sangue relacionado com a vaso-dilatação produzida na zona da injecção;
  • a descida do pH local, que facilita o fornecimento de oxigénio por parte da hemoglobina;

Os efeitos vasodilatadores localizados dizem particularmente respeito aos capilares, que se tornam menos permeáveis, evitando assim a passagem de líquido para o tecido.

A realização do tratamento é fácil: efectua-se da mesma forma que a oxigenozonoterapia, ou seja, com uma seringa que se enche de gás e uma finíssima agulha de mesoterapia.

Embora seja um resíduo da respiração, o anidrido carbónico não é tóxico e não provoca embolias; localmente, gera uma agradável sensação de calor, acompanhada pelo desaparecimento da dor e da sensação de peso.

A carboxiterapia pode praticar-se como tratamento único e, nesse caso, são aconselháveis duas sessões semanais durante dois meses, pelo menos. Os melhores resultados, porém, são obtidos associando-a à electrolipólise e à linfodrenagem.

A linfodrenagem

 

É uma importante prática manual, que tem como objectivo reduzir as retenções de líquidos e de resíduos presentes nas áreas celulíticas, favorecendo a sua descarga nas vias linfáticas e venosas.
Na sua periferia extrema, o sistema linfático é constituído por um imenso reticulado de vasos que regulam os contributos nutritivos às células, retirando~lhes os resíduos.
A circulação linfática é extremamente precária, não dispondo de um motor de arranque, como acontece com o coração para a circulação sanguínea; o chamado «segundo coração», ou seja, a sola de Leiars da planta do pé, só actua, e debilmente, quando se caminha e na condição de os pés não estarem demasiado apertados pelo calçado.
A rede dos colectores e dos vasos linfáticos é enorme, pelo menos o dobro da sanguínea; está dividida numa rede superficial e numa profunda, ligadas por colectores periféricos, mas também por gânglioslinfáticos.
A circulação linfática envolvida no processo celulítico é a da rede superficial, que põe em comunicação as estações ganglionares: na parte inferior do corpo, estas estações são os linfonódulos no interior do joelho e na sua parte posterior, nas virilhas, por baixo das nádegas e por cima do fémur; na parte superior do corpo, consistem sobretudo nos gânglios axilares.

A linfodrenagem consiste em ajudar a linfa a fluir suavemente r para as correspondentes estações, após ter desbloqueado as zonas mais abaixo do círculo linfático.
Embora superficial, a acção de mobilização dos líquidos envolve, mediante os vários pontos de intercomunicação (anasfomose) dos vasos linfáticos, também os tecidos profundos, pelo que o tratamento deve efectuar-se com extrema delicadeza e perícia.
A linfodrenagem é por si só eficaz, mas é muito mais útil como complemento de outras intervenções específicas.

A electrolipólise

 

É uma técnica inovadora simples e indolor, baseada na utilização de agulhas de acupunctura, que são espetadas no tecido adiposo subcutâneo das zonas celulíticas para dissolver os nódulos de gordura (adipócifos).

As agulhas, de comprimento variável entre quatro a seis centímetros, são introduzidas aos pares, de maneira a formarem um campo magnético quando percorridas pela corrente. Podem utilizar-se de 6 a la pares de agulhas, de forma a cobrir bilateralmente amplas áreas, sobretudo na zona das ancas, do exterior e do interior das coxas e dos joelhos.

Aplicando às agulhas uma corrente de baixa intensidade consegue-se obter:

  • a dissolução dos adipócitos;
  • a passagem de iões e de gorduras para fora da sua membrana celular;
  • a activação dos capilares, com aumento da drenagem linfática de líquidos e de resíduos;
  • a activação das fibrocélulas musculares lisas da derme, o que tem como efeito a redução da «casca de laranja» da pele.

A dissolução da gordura dos adipócitos e a drenagem do líquido local traduzem-se numa diminuição de volume das «almofadinhas», o que se torna evidente logo após algumas semanas. O resultado é melhor se as sessões de electrolipólise (é aconselhável fazer em média uma dúzia delas) forem acompanhadas por uma alimentação ligeiramente hipocalórica, para impedir a reconstituição imediata das reservas de gordura consumidas.

A electrolipólise pode ser útil também como tratamento único, mas a sua eficácia, verificada no decurso das últimas décadas, não deixa de melhorar se for conjugada com outras intervenções complementares:

  • oxigenozonoterapia ou carboxiterapia injectáveis praticadas previamentei
  • breve tratamento com ultra-sons antes da colocação das agulhasi
  • cromoterapia específica para a celulite, durante todo o tempo que durar a acção da corrente electrolipolíticai
  • massagem linfodrenante final nas zonas acabadas de tratar.

Um tratamento integrado deste género resulta indicado para todas as formas de celulite e em todos os seus estádios.


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